foto: João PaesPõe-se, sol!
Pois, o que o aflige?
A ponto de pôr em chamas
céu que o suspende.
Exploda!
Atraindo olhares em total direito apelativo
pois, tantos quão nem pouco são
brandos e sãos de si próprios
na explosão de suas próprias luzes.
Tantos quais, guardam entre vias e vãos, memórias vivas
que só vêm/vieram a luzir de dentro por sua luz de fora.
Põe-se, sol!
Vindo a queimar fotografias, céu, corações
Traz-nos Vida-verão
e eles o verão em vida;
Ao escrever histórias em lembranças chama-cor,
regadas ao doce e corado sabor
das horas em que tocas o horizonte.
Queime por entediar-se em ser todo usado:
em pranto, sendo casa
e pelo passeio das mãos dadas.
Põe-se, sol
Abrasa!
gabriel